sobra da conversa em madrid
Luis, o entroncado moreno do Porto, falava sobre mulheres. Dizia: "Sexo e sentimento são para elas a mesma coisa. Quando sentem prazer, estão amando. O homem não associa assim. Admitimos que a imagem da amada possa se apagar e o coração transmitir outras imagens".
“Por isso são tão possessivas” — disse tomas
"Exatamente como em uma possessão".
Tomas ia
Sentiu que o outro era alguem de quem não se pode impunemente discordar ou acrescentar Conhecia muita gente assim. Apaixonam-se pela sua própria visão de mundo com violento ciúme. Portanto, ia dizer que o sentimento de posse da mulher apaixonada é fruto da ingênua pretensao de ter o controle da vida, mas se calou. Então Luís concluiu ele próprio: Michel pensou em uma mulher específica, com quem estivera na noite anterior, concordando em que, embora a amasse, seu viés possessivo a tornava desagradável muitas vezes; mas não chegaria ao ponto que Luiz chegou ao dizer depois: "Para as mulheres, uma amante é definitivamente traição, embora só prove uma tendência polígama primordial".
Passaram então três moças em sentido contrário. Luiz se virou e as siguió durante uns passos: — Mujeres, vosotras las chicas no valéis nada y no sois nada y no tenéis sentimientos ni corazón ni entrañas; no queréis ninguna salir conmigo? — depois que passaram, continuou, excitado, o seu discurso:
— A mulher escolhe sempre um homem que desperte a atenção das outras — o rico e charmoso, o bonito e inteligente, o protetor, o provedor, o sedutor — mas só leva em conta que, se ela é fiel, garantiu o direito de exigir fidelidade; escolhe e se entrega logo antes que seus encantos sejam questionados.
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