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Mostrando postagens de novembro, 2018

cena do urso em A noite

Era o começo de agosto quando ele chegou na região da geleira Von Postbreen. Fazia três graus e apesar desse calor o fiorde estava cheio de gelo. O urso flutuava num bloco não muito maior que ele. Horas antes o pescador deixara a casinha vermelha agora esmaecida na neblina num tom de marrom semelhante ao próprio vulto do homem. O vento soprava com grande estrépito entre o grupo de habitações de madeira que não poderia sequer ser chamado de vilarejo. O sol foi misericordioso e iluminou de muito alto todo o tempo até o destino. Enquanto saía, lembrava os primeiros dias ali. A aeromoça com ele. Caminhos de gramíneas lilases e líquenes azuis sob o céu sem nuvens. A casa quente de madeira maciça seca. Aconchegante também por causa das luminárias atrás de rústicos tecidos. Quando ela chegou da primeira vez, passou pela mesa de eucalipto pintada com cera e deixou ali a mochila. Acendeu as quatro velas no candelabro de cinco e fez o que iria continuar fazendo por muito tempo. Tirou a ro...