As horas passavam e ele perdera a noção de tempo. Conforme mudava o lugar de onde olhava as pessoas e os prédios, a angústia assumia uma forma diferente; as mudanças da luz emprestavam um novo rosto para o horror. A cor das roupas das mulheres, que substituía o peso dos casacos da outra vez, também passava impressão mórbida de tristeza. Subiu umas escadinhas na Republique e, ao ver a praça de um outro patamar teve um instante de alívio. As pessoas caminham serenamente pelo mundo enquanto as nuvens se abrem sobre o asfalto molhado de uma chuva que ele não chegou a perceber. Aproximou-se da aglomeração de pessoas. Ouviu primeiro o som de um violão e depois a voz que cantava; a mesma voz que a seguir passou a falar para as pessoas em torno. “Deus não habita em templos feitos por mãos humanas, porque nós somos os templos vivos de Deus, se estivermos em Deus, pela fé em Jesus Cristo. Nós mesmos somos a igreja do Deus vivo. Ele está hoje chamando a todos”. Um jovem se aproxima...
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