A.NOITE primeiros paragrafos
A NOITE QUANDO deu por si havia chegado na cidade seguinte. Escurecia mas o dia não passara. As margens da rodovia convergiam para os resquícios avermelhados do sol. A faixa branca tracejada desapareceu no abismo um pouco antes. O cheiro da mulher em suas mãos e no cheiro da poaia. O rio correndo na mata ao lado desaparece sob o som dos caminhões e retorna depois que passam. Todo dia é o mesmo dia. As casas se erguem ao longe duplicadas no asfalto úmido. Os pontos vermelhos descem e os brancos reluzentes crescem e sobem. A estrada sob seus pés. A noite parece será fria. Ele não mudava a passada embora se sentisse correr. Todo dia é o dia do acontecido. A PRIMEIRA casa do lado esquerdo de quem desce está mais lúgubre que de costume. Há uma pincelada bem mais escura nas nuances de azul no horizonte. Evoca uma forma conhecida. Um animal estendido acima do telhado. Um cavalo numa poça de sangue. Não se espantará se também chover. Escutava a melodia do violino que ouviram da última...